Secreção peniana canina – é bom você saber isso

Secreção peniana canina – é bom você saber isso

Balanopostite – Secreção peniana

Nome estranho…você sabe o que é isto?

É uma inflamação no prepúcio (pele que cobre o pênis do cão).

A maioria dos cães apresenta esta secreção peniana e seus donos ficam assustados e preocupados.

O sintoma é uma secreção purulenta, de cor amarela-esverdeada, que não costuma incomodar o animal.

balanopostite

Percebemos os cães lambendo bastante o pênis, para se limpar.

Normalmente os machos apresentam esta secreção como consequência da presença de bactérias nesta região.

Os filhotes costumam apresentar esta secreção constantemente.

Importante avisar seu veterinário

O(a) veterinário(a) deve realizar um exame do pênis para afastar a possibilidade de haver um corpo estranho (na maioria das vezes, gravetos/plantas), neoplasia ou feridas que podem causar dor, sangramento, além da secreção no prepúcio.

Se não houver nenhuma causa específica, pode não ser necessário tratamento nenhum, mas é possível realizar uma limpeza com solução anti-séptica.

A castração também costuma reduzir bastante o volume de secreção.

As fêmeas filhotes também podem apresentar esta secreção purulenta na vulva (vaginite), mas normalmente a secreção desaparece por volta dos 5 meses.

Esmegma em Cachorro

O esmegma é o nome para essa secreção amarela que você pode ver no pênis do seu cachorro, popularmente chamamos essa secreção de “pus”.

Caso a coloração seja mais avermelhada ou misturada com sangue, é preciso ficar atento.  As descargas da bainha com outras características, como o sangue, e caso esse “pus” esteja em grande quantidade você também deve avaliar com um veterinário.

Sistema reprodutor do cachorro

Na maioria das vezes, esse problema desaparece depois que um cão é castrado, mas há alguns cachorros castrados que ainda recebem uma descarga dessa sujeirinha amarela seu pênis.

Resumindo não se preocupe, porém fique atento se seu cachorro estiver lambendo demais ou se aparecer algum sangramento.

Fontes e indicações de leitura:

…https://petcaramelo.com/meu-dog/pus-no-penis-do-cachorro/

…https://www.peritoanimal.com.br/balanopostite-em-cachorro-causas-sintomas-e-tratamento-22818.html

…http://bichosaudavel.com/tag/secrecao-no-penis-do-cao/

 

Caudectomia – O que não te contaram

Caudectomia – O que não te contaram

Atualmente, existe um forte movimento para tentar por um fim no corte do rabo dos cães por motivos estéticos, pois isso resulta em uma prática improdutiva que pode prejudicar o animal, apenas para se atingir um padrão de beleza.

Mas, como se iniciou esta prática?

Um pouco de história

Apesar dos cães estarem entre os humanos durante milhares de anos, não se tem um registro claro de quando se iniciou a amputação do rabo dos cães, mas há alguns desenhos e pinturas que mostram cães com o rabo cortado desde as civilizações antigas.

No entanto, a finalidade nestes casos era muito diferente de simplesmente corresponder aos padrões estéticos da raça, tendo uma razão bem mais funcional dependendo da raça e do uso que os cães tinham.

Cães caçadores

Cachorro

No caso dos cães que eram utilizados para rastreamento, perseguição e para apanhar as presas, a cauda era cortada para evitar que eles se machucassem durante a atividade.

A cauda era uma das zonas mais expostas e vulneráveis, tanto era assim que, para muitas das raças usadas para caça, privilegiaram-se os cães com cauda curta para os percursos de caça. É o caso dos Fox Terrier.

Cães de briga

Tanto a cauda como as orelhas eram amputadas nos cães de briga ou nos cães usados para a guerra, para evitar que os rivais os pegassem por estas regiões. Mesmo assim, as orelhas eram cortadas para dar a estes cães um aspecto mais feroz.

Cães com diferentes usos

Para os cães aos quais eram dados diferentes usos, o melhor era que tivessem a cauda e as orelhas cortadas, pois nunca sabiam que tipo de atividades eles iriam realizar.

Por exemplo, os Boxers eram usados em inúmeras tarefas, tais como mensageiros, guardiães ou cães assistentes. De maneira que as orelhas e o rabo eram cortados para que eles pudessem desempenhar suas tarefas de maneira excelente (por exemplo, com o corte das orelhas a faixa de escuta destes cães era ampliada).

Diferenciação de classe

Alguns cães com características específicas eram exclusivos da realeza. Por exemplo, os Bobtails com cauda longa eram muito apreciados pelos nobres, que tinham que pagar um imposto para tê-los.

Com a finalidade de diferenciar os exemplares de luxo, cortava-se o rabo dos filhotes que não cumprissem com o padrão tido como normal.

Aos cães especializados em cuidar de granjas, em especial aqueles que viviam nos celeiros ou moinhos para cuidar do grão e caçar ratos, tinham a cauda amputada para evitar que fossem mordidos por ratos e contraíssem doenças.

Na atualidade

Doberman

A partir de 1839, com um ensaio de Sir William Youatt, iniciam-se os primeiros protestos na contramão da amputação de partes do cão, pois na vida moderna essas amputações são completamente desnecessárias.

De fato, em alguns países europeus, a amputação de rabo e orelhas com fins estéticos encontra-se regulamentada e se qualifica como maltrato animal.

Nos dias atuais, é cada vez mais comum ver donos que não submetem os seus cães a estes absurdos, demonstrando que cada vez mais as pessoas tratam os seus animais de estimação como seres vivos e não como meros objetos.

Em que casos é bom amputar a cauda

Ainda que não seja bom submeter o cão a estes procedimentos por fins estéticos, existem situações muito pontuais nas quais sim, é conveniente que se faça.

Por exemplo, por infecções graves ou lesões severas, que põem em risco a saúde do animal ou a sua qualidade de vida e nas quais se faz necessária este tipo de intervenção.

De acordo com o que diz a legislação de alguns países, só nestes casos são consentidas as amputações e o dono deverá conservar a evidência veterinária para que não tenha problemas no futuro.

Mas e aqui no Brasil?

Foi publicada no Diário Oficial da União resolução do CFMV proibindo os médicos veterinários de realizar caudectomia, conchectomia e cordectomia em cães (cortar rabos e orelhas) e onicectomia em gatos (retirada das unhas).

Segue a resolução:

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA 
VETERINÁRIA

RESOLUÇÃO Nº 1.027, DE 10 DE MAIO DE 2013

Altera a redação do § 1º, artigo 7º, e revoga o § 2º, artigo 7º, ambos da Resolução nº 877, de 15 de fevereiro de 2008, e revoga o artigo 1º da Resolução nº 793, de 4 de abril de 2005.

O CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA VETERINÁRIA – CFMV -, no uso das atribuições que lhe confere a alínea f do art. 16 da Lei nº 5.517, de 23 de outubro de 1968, regulamentada pelo Decreto nº 64.704, de 17 de junho de 1969, resolve:

Art. 1º Alterar o § 1º, artigo , transformando-o em parágrafo único, e revogar o § 2º, artigo 7º, ambos da Resolução nº 877, de 2008, publicada no DOU nº 54, de 19/3/2008 (Seção 1, pg.173/174), que passa a vigorar com a seguinte redação:

“Parágrafo único. São considerados procedimentos proibidos na prática médico-veterinária: caudectomia, conchectomia e cordectomia em cães e onicectomia em felinos.”

Art. 2º Revogar o artigo  da Resolução nº 793, de 2005, publicada no DOU nº 64, 5/4/2005 (Seção 1, pg.95).

Art. 3º A presente Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

BENEDITO FORTES DE ARRUDA
Presidente do Conselho

ANTONIO FELIPE PAULINO DE F. WOUK
Secretário-Geral

URL para a publicação na Página 99 da Seção 1 do DOU de 18/06/2013http://www.jusbrasil.com/diarios/55651336/dou-seção-1-18-06-2013-pg-99

CONCLUSÃO

Nós da Matilha Fiel entendemos que essa prática tem história, tem base e que NO BRASIL é proibido aos veterinários realizar esse procedimento nos nossos queridos pets, mas cabe ao tutor tomar a decisão e se responsabilizar, com base em argumentos sólidos, além de buscar profissionais para ver a real necessidade do cão.

Neste artigo apenas levamos a todos os temas mais abordados com base em pesquisas e fontes seguras onde podemos compartilhar com todos, assim todos podem tirar suas próprias conclusões.

Nós da Matilha Fiel temos 3 cachorros que não tem orelha cortada por não ter necessidade do mesmo e caso tenha o primeiro passo será consultar um Medico Veterinário para analisar o caso.

Mais que uma questão de estética, é uma questão de ética e decisão do tutor do cão!

 

Olha o vídeo de um dos nossos atendimentos:

Fontes e Indicações de leitura:

….https://meusanimais.com.br/os-humanos-comecaram-cortar-rabo-dos-caes/

….https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/veterinaria/corte-parcial-da-orelha/27702

..https://rafaelcosta.jusbrasil.com.br/noticias/111756781/resolucao-1027-2013-do-cfmv-proibe-que-orelhas-e-rabo-de-caes-sejam-cortadas-e-unhas-de-gatos-retiradas

https://bandogbrasil.com.br/uma-questao-de-etica/

https://academico.univicosa.com.br/revista/index.php/RevistaSimpac/article/download/125/286

https://kleusaribeiro.jusbrasil.com.br/artigos/327883294/o-status-juridico-dos-animais-uma-revisao-necessaria

https://pitbullmaringa.wixsite.com/pitbullmaringa/corte-de-orelhas

Novembro Azul e seu cachorro – Fique atento

Novembro Azul e seu cachorro – Fique atento

O Câncer de próstata também pode ocorrer nos pets 

O novembro azul é um movimento de conscientização a respeito de doenças que afetam a saúde do homem, com ênfase na prevenção do câncer de próstata. Mas não são apenas os humanos que precisam passar por exames preventivos. Isso porque esse tipo de câncer também se desenvolve nos animais domésticos.

Novembro Azul – mês de conscientização

No entanto, a incidência é maior em cães de grande porte. Normalmente, os sintomas começam a surgir nos pets mais idosos, entre 8 e 12 anos. O tumor apresenta alto grau de malignidade, causando metástases, ou seja, afetando vários outros órgãos.

Mas nem toda Hiperplasia Prostática (aumento da próstata) é maligna. Os cães e gatos adultos não castrados podem ser afetados por Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), uma condição que, embora não seja fatal, provoca diversos sintomas que prejudicam muito a qualidade de vida do pet. Mesmo que o cão ou gato desenvolva essa patologia, a chance da Hiperplasia se tornar um tumor maligno é pequena.

Evite o câncer

É importante salientar que 90% das doenças de próstata podem ser evitadas com a castração do pet ainda no primeiro ano de vida. Sem a castração, animais machos tem 80% de chance de ter distúrbios de próstata na idade adulta, a partir dos 8 anos.

A próstata é uma glândula que se localiza logo abaixo da bexiga. Qualquer alteração, ela comprime a bexiga provocando diversos sintomas.

 

FIQUE ATENTO AOS SINTOMAS

  • Urinar com frequência
  • Fazer força ao urinar ou defecar
  • Sangue na urina
  • Modificação no jeito de caminhar
  • Inchaço abdominal
  • Constipação
  • Fezes planas em função da compressão do ânus pela próstata
  • Febre
  • Vômito
  • Emagrecimento progressivo
  • Feridas que não cicatrizam
  • Perda de apetite
  • Cansaço

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico do câncer de próstata ou da Hiperplasia Prostática Benigna é feito através de ultrassonografia abdominal, podendo ser necessária também a realização de exames de sangue, urina e/ou raio X.

TRATAMENTO

O tratamento para os casos de Hiperplasia Prostática Benigna é a castração. Existem ainda medicamentos que diminuem temporariamente o aumento da próstata, cujos efeitos colaterais devem ser esclarecidos por um médico veterinário.

No caso do câncer de próstata, ainda que sejam pouco comuns na rotina veterinária, o diagnóstico é feito por análise histopatológica. O prognóstico é quase sempre desfavorável e o tratamento, quando possível, é cirúrgico.

PREVENÇÃO

Se o seu cão ou gato tem 7 anos ou mais de vida leve-o para uma consulta de avaliação preventiva com o veterinário de sua confiança, mesmo que ele não apresente os sintomas da doença.

Uma consulta deste tipo poderá incluir exames laboratoriais de sangue e urina, exame de imagem e radiografia.

Fontes e Indicações:

Cão.com e G1

http://www.sanoldog.com.br/812/novembro-azul-dos-pets/

Coprofagia – Seu cão come cocô?

Coprofagia – Seu cão come cocô?

A coprofagia é o hábito que muitos cachorros adquirem de comer suas próprias fezes, o que pode deixar muitos donos assustados. Além disso, o hábito pode ser desenvolvido por diversas razões. Antes de tudo é interessante deixar claro que, apesar de parecer nojenta e perigosa, a prática não apresenta necessariamente um risco para a saúde do seu cãozinho, salvo em casos onde as fezes possuem parasitas ou algum transmissor de doença que ao serem ingeridos podem trazer problemas para a saúde do seu pet.

Existem alguns fatores que levam os cães a comerem as suas próprias fezes ou as de outros cães. Para eles, isso é algo muito natural. A própria mãe, no pós-parto, come as fezes dos filhotes para manter o local limpo.

Como o caso não é este, vamos avaliar outras possíveis causas.

Nutrição

É possível que algum nutriente em falta em seu organismo, que ela esteja buscando no cocô.

Pressa

Observe também se seu cachorro come muito rapidamente a sua refeição. Caso isso ocorra, pode ser que nas fezes dele a ração ainda não esteja totalmente digerida, o que as torna interessantes… Para melhorar a situação, busque comedouros lentos como forma de incentivar seu cachorro a mastigar melhor a sua comidinha.

Chamar a atenção

Alguns cães tentam chamar a atenção de seus tutores de muitas formas. E quando eles comem as próprias fezes, ficamos desesperados e paramos tudo o que estamos fazendo para dar uma bronca, afinal, para nós, a atitude é horrível!

Neste momento acabamos reforçando o comportamento indesejado, porque para ela é preferível levar uma bronca e ter o que tanto deseja: a sua atenção.

Neste caso, a indicação é melhorar o ambiente do seu cachorro. Você pode fazer isso inserindo mais enriquecimento ambiental (brinquedos de roer, de rechear, interativos ou de corda), aumentando a quantidade de passeios, para que ela tenha um gasto maior de energia, além de investir em brincadeiras dentro de casa.

Imitação

Na hora da limpeza, o ideal é não arrumar o banheiro dos pets na frente deles. Ou seja, não devemos pegar o cocô rapidamente depois que ela faz, pois a atitude pode incentivá-la a comer suas fezes achando que aquela é uma brincadeira de disputa por algo valioso. O ideal é manter a calma na limpeza e fazê-la longe do animal, além de buscar soluções alternativas.

Existem também alguns medicamentos para coprofagia que podem ajudar (fale com o seu veterinário sobre as melhores opções).

Punição

Alguns tutores acabam ficando bravos e brigando com os seus pets quando eles evacuam no local errado. Você já pensou que o seu cão pode estar comendo o cocô para escondê-lo e evitar a bronca?

Nestes casos, contrate um profissional para ensinar o seu pet de forma correta e positiva onde é o lugar certo para se aliviar. Nunca, em hipótese alguma, brigue com os seus bichinhos por errarem o banheirinho, pois eles podem entender errado e desenvolverem comportamentos bem piores.

Tédio, estresse ou ansiedade

Às vezes, nossos cachorros ficam entediados, estressados ou ansiosos. O que é bem comum, principalmente levando em consideração a nossa rotina corrida e, consequentemente, o pouco tempo dedicado aos amigos de quatro patas.

Se preocupe em manter um local divertido para ele brincar, com bastante desafios e passatempos de texturas diferentes. Quando você estiver em casa, em vez de dar a comidinha no pote, ofereça um brinquedo recheável, como o Kong, garrafa pet ou petball, para que ele gaste energia mental e física ao se alimentar.

Para interagir com ele, faça brincadeiras de caça, escondendo petiscos pela casa e fazendo-a procurar pelo faro. Faça muitos passeios com ele, ou se não tiver tempo, contrate um profissional para isso!

Além disso, dependendo da situação, troque a ração por outra marca (recomendada pelo veterinário) para fazer um teste e aposte em alguns alimentos como o mamão e o abacaxi, que deixam um odor característico nas fezes nada agradável aos pets.

 

Como resolver essa questão?

Para tratar a coprofagia por alteração comportamental é bom seguir algumas dicas como:

  • Diminuir o acesso do animal às fezes, descartando os dejetos imediatamente, mantendo a limpeza do local onde o animal vive adequado. Higiene é fundamental;
  • Evite que o animal o veja limpando as fezes, para que ele não tente imitá-lo;
  • Passear com o animal sempre de coleira, para que você possa facilmente retirar o animal de áreas onde já tenham fezes de outros animais ou até afastá-lo das próprias fezes;
  • Focinheira e enforcador nos passeios à rua;
  •  Não deixe seu animal por muito tempo sozinho, carência, solidão e estresse são fatores que podem desencadear o comportamento patológico;

Lembrando que, antes de qualquer medida, o veterinário sempre deve ser consultado a fim de descartar a possibilidade de doenças e para orientar a respeito de uma alimentação balanceada!

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Fontes e Indicações de leitura:

https://www.petz.com.br/blog/saude-e-cuidados/coprofagia-causas-e-o-que-fazer-para-que-o-cao-pare-de-ingerir-as-proprias-fezes/

https://www.bitcao.com.br/coprofagia-canina.html

https://canaldopet.ig.com.br/cuidados/saude/2016-07-21/coprofagia.html

https://www.petlove.com.br/dicas/coprofagia-por-que-meu-cachorro-come-coco

https://caocidadao.com.br/dicas/coprofagia/

https://caocidadao.com.br/dicas/coprofagia/