Agressividade entre cães da casa – parte 2

Agressividade entre cães da casa – parte 2

Essa é a parte 2, para ver a parte 1 clique aqui.

Reduzindo os Fatores Estressores

Além de estabelecer uma sólida relação de liderança, os tutores devem se preocupar também em reduzir ou eliminar os fatores estressores. Dores crônicas e infecções devem ser tratadas, e punições físicas ou verbais devem ser eliminadas. Se um filhote perturba demais o animal mais velho, então este filhote deve ser devidamente educado. E, na ausência dos tutores, pode ser interessante até mesmo separar os animais para “dar uma folga” para o mais velho – pelo menos enquanto o filhote não aprende a se comportar.

Em relação a fatores que não podem ser eliminados, o que se pode fazer é tentar dessensibilizar o animal, ou até mesmo criar uma associação positiva com eles. Se o cão não gosta de andar de carro, de tomar banho, de ir ao veterinário, ou se assusta com trovões e fogos de artifício, deve-se procurar recompensar o animal e tentar tornar estas experiências sempre tão positivas quanto for possível.

Se o cão simplesmente não tolera o seu companheiro canino,

também é possível criar uma associação positiva:

Comece mantendo os animais separados a uma distância segura, em que o cão agressor considere “aceitável” a presença do outro. Cada cão deve estar preso em uma coleira, com um humano responsável. Assim que cada cão perceber a presença do outro, ambos deverão ser recompensados (com pedacinhos de frango ou outro petisco).
O cão “agredido” deve então “sair de cena” com o seu condutor, e, neste momento, o agressor deve parar de ser recompensado.

Quando o cão agredido voltar, a recompensa deve voltar também imediatamente. O processo deve ser repetido tantas vezes quantas forem necessárias para que ambos os cães, ao verem o outro, olhem imediatamente para os seus condutores, procurando a recompensa.

O tempo de “exposição” deve ser aumentado gradativamente, e, depois, aos poucos, a distância deve ser diminuída, até que ambos os cães fiquem felizes um ao lado do outro.Finalmente, quando ambos conseguirem ficar “bem” na presença um do outro, procure engajá-los em atividades positivas, como caminhadas, passeios de carro (se eles gostarem), e até mesmo para nadar.

Recompense também o cão por aceitar que você interaja com o outro, para que a presença do outro animal seja vista de forma positiva.

Se estiver inseguro quanto às reações dos cães nas suas primeiras interações, você pode optar por colocar focinheiras neles, evitando assim que eles se machuquem.

Separando os Cães

Separar os cães é uma alternativa menos atrativa, já que não “resolve” as brigas. Apenas evita que os animais se encontrem. O grande problema é que falhas podem acontecer, e os resultados podem ser fatais. Se uma pessoa esquecer a porta aberta, ou se um cão conseguir passar rapidamente para o “território” do outro, a briga será inevitável. O risco é ainda maior se houver crianças em casa, já que elas são mais propensas a esquecerem as portas abertas, e, ainda por cima, podem acabar sendo mordidas.

Idealmente, deve-se tentar realmente solucionar os conflitos de modo que os cães possam conviver pacificamente. Havendo dificuldades, um especialista em comportamento canino bem experiente deve ser chamado para ajudar.

Sinais de Alerta

Cães que sempre conviveram bem podem passar a brigar, se os fatores estressores forem suficientes para superar o “limiar de agressão” de algum deles. Mas, antes de isso acontecer, os cães nos dão alguns sinais. Saiba o que procurar:

  • Lamber os lábios;
  • Cão fica parado, com olhar fixo e pupilas dilatadas;
  • Cauda entre as pernas;
  • Orelhas para trás;
  • Pelos eretos nas costas (piloereção);
  • Rosnar;
  • Postura semi-abaixada, posição de ataque.
  • Cão com piloereção indica estresse e possível reação agressiva.

Se notar quaisquer destes sinais no seu cão, intervenha e interrompa o comportamento imediatamente, antes que uma briga seja desencadeada.

Separando Brigas

Caso uma briga efetivamente ocorra, é possível que um dos cães, ou ambos, saiam gravemente feridos. Conforme o tamanho dos animais envolvidos e a intensidade da briga, ela pode até mesmo ser fatal. Por isso, a intervenção deve ser eficaz e imediata.

Separar uma briga de cães pode ser perigoso e muito difícil. Se houver duas pessoas disponíveis, recomenda-se que cada uma segure um dos cães por trás, levantando os seus membros posteriores.

Havendo apenas uma pessoa, pode-se recorrer, por exemplo, a um barulho alto, como um estouro, uma palma bem alta, ou até mesmo uma buzina a gás. Isto irá distrair os cães por alguns segundos, pois eles instintivamente irão conferir se devem se preocupar com aquele som ou não. Isso dará tempo ao tutor para agir rapidamente, separando os animais. Gritar não irá ajudar, pois os gritos podem ser entendidos como se fossem latidos de mais um cão participando da briga.

Alguns treinadores mencionam o uso de sprays de citronela, ou até mesmo de pimenta, como forma de apartar cães que estejam brigando. Um outro recurso é o “break stick”, um instrumento de madeira (algo como um cabo de vassoura, porém mais resistente) que pode ser usado para abrir a boca de um cão que esteja mordendo o outro, forçando-o a soltá-lo.

Considerando os altos riscos envolvidos para todos – cães e humanos -, as brigas de cães devem ser idealmente evitadas, logicamente. Procure fortalecer a sua liderança e encontrar o equilíbrio para a sua matilha, e não hesite em procurar auxílio profissional se precisar.

Seu cão destrói sua casa? Acabe com isso

Seu cão destrói sua casa? Acabe com isso

Seu cão destrói sua casa com você dentro ou fora dela? Isso é um sinal de que a vida de seu pet está desequilibrada…

Por isso, hoje vamos mostrar  três maneiras de ajudar com o tédio e / ou comportamento destrutivo do seu cão.

O grande objetivo para que isso aconteça é cansar seu cão, tanto mental quanto fisicamente.

Passo um – Obediência

Nosso primeiro método para ajudar a cansar seu cão e ocupar sua mente é fazer algum trabalho de obediência. Trabalhar em sua rotina de treinamento de obediência incentiva seu filhote a se envolver mentalmente no que está sendo solicitado a fazer, e é perfeito para qualquer idade do cão, não importando sua idade ou nível de experiência. Conforme seu cão fica mais velho ou melhora o treinamento, você pode aumentar o nível dos comandos ou aumentá-los em número para forçá-los ainda mais mentalmente, ou, alternativamente, aumentar o nível das distrações e levar o treinamento para novos locais, realmente testando a concentração do seu filhote.

Confira os posts abaixo com alguns exercícios para você fazer:

1 – Treino reforçador de autocontrole:

https://www.instagram.com/p/CLnFwUlJUGg/

2 – Sentar e Deitar:

https://www.instagram.com/p/CEZwRmcpiHJ/

3 – Ficar:

https://www.instagram.com/p/CFznR_PJFsH/

4 – Aqui/ Vem:

https://www.instagram.com/p/CBrAy7Pp35i/

5 – Place:

https://www.instagram.com/p/B7-4vH0JPXk/

Se desejar aprender mais comportamentos para ensinar seu cão, confira esse link.

Passo Dois – Instinto de caça

Este é definitivamente um exercício não tão sutil, mas treinar cabo de guerra com perseguição é outra maneira perfeita de cansar seu cão e mantê-lo mentalmente ocupado. Brinquedos como a salsicha é projetada para explorar essa mentalidade de caça e mordida do jeito certo na psique de nossos cães.

Experimente trabalhar esse estimulo como recompensa pela obediência que você imputar na sua sessão, por exemplo.

Confira abaixo uma sessão com um cliente nosso, onde após ele realizar o comportamento que estamos ensinando (aguardar o abrir e fechar do portão num local determinado) ele é recompensado com a perseguição da salsicha:

https://www.instagram.com/p/CNP7394nbbd/

Etapa três – jogo de buscar

Lembre-se, como costumamos dizer, um cão cansado é um cão bom e feliz. E

Cão Feliz, Dono Satisfeito!!!

Nossa maneira final de ajudar a aliviar o tédio e o comportamento destrutivo de seu cão é um simples jogo de busca. Brincar com seu cão, principalmente jogos em que ele realmente precisa se engajar, como buscar ou esconder, é uma ótima maneira de mantê-lo mentalmente estimulado e cansá-lo! Se um jogo simples não for suficiente, você pode aumentá-lo adicionando algum trabalho de obediência e combinando duas de nossas dicas. Peça a seu cão que dê um salto e depois sente-se antes de jogar o objeto ou qualquer outro comando. Um bom jogo de busca combina estimulação física e mental para realmente envolver seu filhote e mantê-lo cansado e desafiado.

 

Pixar e sua nova animação – prepare-se para chorar

Pixar e sua nova animação – prepare-se para chorar

Nova Animação da Pixar – prepare-se para chorar com esse curta sobre um gato de rua ajudando um pitbull abusado.

“juntos, eles experimentam amizade pela primeira vez”.

– Rosana Sullivan

O estúdio de animação Pixar conseguiu emocionar o mundo em questão de minutos, mais uma vez, com o lançamento da nova animação, Kitbull, pois soma mais de 2 milhões de visualizações no YouTube.
Confira o vídeo:

Qual é a História, Pixar?

O filme é uma produção do novo programa SparkShorts, que é da Pixar, e conta uma história chocante de uma “improvável conexão que brilha entre duas criaturas” numa realidade cruel. Uma gatinha com espírito independente está perdida e se depara com um Pit Bull de briga machucado.

Uma amizade improvável, mas encantadora (Imagem: Reprodução/Pixar)

Uma amizade improvável, mas encantadora (Imagem: Reprodução/Pixar)

Aquele Pitt Bull é um cachorro treinado para matar, mas tinha acabado de ser abusado, estava todo machucado devido os maus-tratos, porém, como disse a diretora Rosana Sullivan, “juntos, eles experimentam amizade pela primeira vez”.

Quem é Rosana Sullivan?

Rosana Sullivan é diretora, estréia na direção da animação, e começou sua trajetória sendo assistente nas animações “Os Incríveis 2” e “Universidade Monstros”.
“Adoro assistir a vídeos de gatos em momentos de estresse. E eu pensei que gostaria de desenhar um gatinho fazendo algo bobo, mas que fosse divertido e me fizesse sentir bem”, revela a diretora.

Raça Pitt Bull é agressiva e perigosa?

O pitbull é uma das raças de cães mais temidas do mundo, entretanto, não à toa, pois é uma raça que faz um bando de marmanjos borrar nas calças.

Porém, apesar de serem extremamente fortes e rápidos, os pitbulls não são violentos por natureza, mas reagem a estímulos ferozes de seus donos. Portanto, tenha muita responsabilidade ao criar e adestrar um Pitt Bull.

É justamente esse o tema do novo curta de animação da Pixar, que coloca um pitbull treinado para matar fazendo amizade com um pequeno gatinho preto, enfim, quebrando paradigmas.

 

Conclusão

O filme é simples e doce, mas também faz uma declaração poderosa sobre o tratamento de animais, e pode até mesmo abrir conversas mais significativas sobre a reputação dos Pit Bulls sendo uma raça agressiva e perigosa.

No final deste vídeo de nove minutos, você certamente se verá enxugando as lágrimas, reafirmará seu amor por todos os animais e fará com que você abrace seus próprios animais de estimação um pouco mais apertado hoje.

Cena de Kitbull, curta-metragem da Pixar (Foto: reprodução / Pixar)

Cena de Kitbull, curta-metragem da Pixar (Foto: reprodução / Pixar)

Gostou do vídeo? Qual a sua opnião sobre  os Pitt Bulls? deixe seu comentário!

Fonte:

https://www.megacurioso.com.br

https://www.cineclick.com.br