Rin Tin Tin – A história do cão mais famoso de Hollywood

Cães bem adestrados podem expressar sentimentos ou fazer estripulias complexas diante das câmeras – isso é sabido por qualquer preparador de elenco. Nas comédias mudas de Charlie Chaplin, por exemplo, o vira-lata Scraps saía-se muito bem nas cenas mais engraçadas. Temos ainda o terrier Uggie, de “O Artista”, que tornou-se uma celebridade, com direito a aparição no Oscar e “pisadinha” na calçada da fama, por sua impressionante atuação no filme estrelado por Jean Dujardin. Também, a cadela Lassie teve seu período de glória. Mas nenhum cão atingiu o status do pastor-alemão Rin Tin Tin, que mesmo depois de morto sobreviveu como personagem e símbolo de coragem e lealdade.

Rin Tin Tin, pastor alemão de origem, francês de nascimento e americano por adoção, foi o mais famoso astro canino da tela – foi também o esteio da Warner nos primeiros tempos difíceis da companhia.  Rin Tin Tinnão era muito estimado pelos atores, pois além de ser extremamente carismático para o grande público (infantil ou mesmo adulto), roubava as cenas nas quais aparecia e costumava também morder seus “colegas”, por exemplo.

Cabo Lee Ducan – o verdadeiro dono de Rin Tin Tin, no canto à esquerda.

 

A história do primeiro (o patriarca) Rin Tin Tin é bem interessante:

 Tudo começou em 1918. A guerra assolava as terras da Europa. Entretanto, na França, um grupo de soldados, chefiados pelo Capitão George, vasculhou o local para conseguir pouso para os aviões. Porém, durante uma incessante procura, os soldados americanos encontraram um canil militar dos alemães todo destroçado pelo bombardeio. Em volta de uma vala depararam com vários cães mortos, e dentro dela, ganindo desesperadamente, encontraram uma cadela pastora alemã, esquálida e enfraquecida pela fome, com cinco cachorrinhos agarrados às mamas.

O Capitão ficou com a mãe e três filhotes e o Cabo Lee Ducan, com os outros dois, um macho e uma fêmea, aos quais chamou de Rin Tin Tin e Nanettenomes tirados das roupas de lã feitas para os soldados franceses por suas namoradas.

Começo difícil…

 Rin Tin Tin e Nanette deram uma série de dores de cabeça a Lee Ducan – do salário que recebia mandava dois terços para a mãe e o terço restante era gasto com leite condensado (a quatro dólares a lata na época). Muitos não viam com bons olhos os cachorros, pois reclamavam que latiam bastante à noite e podiam morder, além de gerar doenças. Mas quando Ducan foi ferido durante um combate aéreo e o internaram num hospital, as brincadeiras dos cães animaram e distraíram enfermeiros e pacientes – neste caso, fora aberto uma exceção, pois não permitiam animais no hospital. Eles dormiam no depósito de ferramentas.

Quando chegou o dia de embarcar e retornar aos EUA, Ducan teve sorte: conseguiu colocar os cachorros á bordo. Rin Tin Tin agüentou bem os quinze dias de travessia, mas Nanette apanhou pneumonia e morreu.

Após participar de campeonatos e exposições bem sucedidas, Rin Tin Tin fez um filme curto que mostrava a carreira e um salto no qual era mostrado uma prova de salto em altura na qual ganhou o prêmio por atingir a altura de 3,58 metros.

 

O resto é história: Rin Tin Tin fez parte do imaginário de várias gerações de crianças e adultos que se encantaram com o cão famoso. As saudosas aventuras sempre culminavam com a entrada salvadora do cão no momento exato. 

Vida e morte dos Rin Tin Tin

“Rin” viveu quatorze anos – morreu no dia 10 de agosto de 1932, ao fim de uma brincadeira com o dono no gramado, pulou nos braços de Duncan e morreu (a primeira pessoa a vê-lo morto, depois do dono, foi a atriz Jean Harlow, vizinha de Ducan). Jornais do mundo inteiro divulgaram a morte do cão mais famoso de Hollywood. Porém, para a felicidade dos inúmeros fãs, a série não parou com a sua morte. Até a quinta geração o nome Rin Tin Tin permaneceu alegrando as crianças e os adultos. As aventuras findaram em 1934. (Impressionante – eu assistia às séries na década de 70 e jamais esqueci a imagem daquele cão amigo e corajoso!)

Um detalhe:

O Cabo Lee Duncan registrou o nome Rin Tin Tin há mais de 60 anos, recebeu até a sua morte os direitos autorais não apenas com o contrato televisivo, mas de revistas em quadrinhos e vários souvenirs que levam o nome mágico Rin Tin Tin. Em 1936, Lee Duncan casou-se com Eva linden e do casal nasceu uma filha, Carolyn, que ainda cuida do legado deixado pelo grato pai.

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Você conhece a história do verdadeiro Rin Tin Tin?⠀ ⠀ >⠀ 1918. A guerra assolava as terras da Europa. Na França, um grupo de soldados, chefiados pelo Capitão George, encontraram um canil militar dos alemães todo destroçado pelo bombardeio. Em volta de uma vala depararam com vários cães mortos, e dentro dela, ganindo desesperadamente, encontraram uma cadela de #pastoralemão , esquálida e enfraquecida pela fome, com cinco cachorrinhos agarrados às mamas.⠀ >⠀ O Capitão ficou com a mãe e três filhotes e o Cabo Lee Ducan, com os outros dois, um macho e uma fêmea, aos quais chamou de Rin Tin Tin e Nanette, nomes tirados das roupas de lã feitas para os soldados franceses por suas namoradas.⠀ >⠀ Quando chegou o dia de embarcar e retornar aos EUA, Ducan teve sorte: conseguiu colocar os cachorros á bordo. Rin Tin Tin agüentou bem os quinze dias de travessia, mas Nanette apanhou pneumonia e morreu.⠀ >⠀ Após participar de campeonatos e exposições bem sucedidas, Rin Tin Tin fez um filme curto que mostrava a carreira e um salto no qual era mostrado uma prova de salto em altura na qual ganhou o prêmio por atingir a altura de 3,58 metros. O resto é história: Rin Tin Tin fez parte do imaginário de várias gerações de crianças e adultos que se encantaram com o cão famoso. As saudosas aventuras sempre culminavam com a entrada salvadora do cão no momento exato. ⠀ >⠀ “Rin” viveu quatorze anos – morreu no dia 10 de agosto de 1932, ao fim de uma brincadeira com o dono no gramado, pulou nos braços de Duncan e morreu (a primeira pessoa a vê-lo morto, depois do dono, foi a atriz Jean Harlow, vizinha de Ducan). Jornais do mundo inteiro divulgaram a morte do cão mais famoso de Hollywood. Porém, para a felicidade dos inúmeros fãs, a série não parou com a sua morte. Até a quinta geração o nome Rin Tin Tin permaneceu alegrando as crianças e os adultos. As aventuras findaram em 1934. ⠀ >⠀ >⠀ Confira siga @matilhafieloficial⠀ >⠀ >⠀ Siga @matilhafieloficial⠀ >⠀ #matilhafiel #passeadoresdecaes em #boituva ⠀ #pastoralemão⠀ #pastoralemãocapapreta⠀ #pastoralemaobr⠀ #pastoralemao⠀ #pastoralemaopreto⠀ #pastoralemaocapapreta⠀ #pastoralemaobrasil⠀ #pastoralemãobranco⠀ #pastoralemaobranco⠀

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Incansável e hábil em se fingir de humano, o pastor-alemão original, participou de 30 filmes e chegou a ser eleito melhor ator em 1927, chegando bem perto de levar o Oscar para o seu canil. A estatueta só escapou porque os votos foram recontados. Com o advento da tevê, o personagem ganhou ainda mais popularidade, ao lado do Cabo Rusty (Lee Aaker, ator mirim de 11 anos) na série “As Aventuras de Rin Tin Tin”, exibida entre 1954 e 1959 – nessa altura já era o quarto de sua genealogia.

Rin Tin Tin começou tudo!

Foi graças a Rin Tin Tin que se alastrou entre as pessoas o costume de tratar mascotes como filhos. A saga do cachorro se inicia como um filme de Walt Disney ou Steven Spielberg. Nas fileiras da Primeira Guerra Mundial, a serviço das Forças Armadas dos EUA, em 1918, Duncan encontra um canil abandonado pelo Exército alemão. Em meio a 26 cães mortos estão Rin Tin Tin, mais quatro filhotes e sua mãe, um dos 30 mil cachorros usados no combate pelo exército alemão. O soldado americano o adotou e lhe deu o nome de um talismã francês comum entre os combatentes.

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Assista um episódio de Rin Tin Tin:

Fontes e Indicações de leitura: